Pacientes portadores de doenças neuromusculares como paralisia cerebral, distrofias musculares, amiotrofia espinhal e mielomeningocele, podem apresentar uma associação de escoliose em até 100% dos casos.
Além das alterações ortopédicas como luxações do quadril, deformidade em equino dos pés e desvios da coluna, é comum identificarmos pacientes com crises convulsivas, infecção urinária de repetição, insuficiência respiratória crônica e espasticidade associadas, o que exige um tratamento multidisciplinar.
Assim como o uso de medicamentos específicos, a aplicação de toxina botulínica e o uso de órteses, quando bem indicados, melhoram a qualidade de vida. Quanto à deformidade vertebral, escolioses progressivas acima de 45 graus apresentam indicação de tratamento cirúrgico.
