Deformidades
PUBLICADO EM 4.04.2018
A escoliose idiopática causa alterações estéticas no corpo como o desvio do tronco, assimetria dos ombros e do tórax, com grande impacto na autoestima do paciente. Frequentemente encontrada em adolescentes, para se diagnosticar a doença com precisão é preciso de um exame físico realizado pelo ortopedista.
Caracteriza-se por um desvio na coluna no plano coronal acima de 10 graus e é frequentemente encontrado em adolescentes, principalmente meninas, na fase de crescimento. De causa genética, tem como principal consequência as alterações estéticas como o desvio do tronco, assimetria dos ombros e do tórax, com grande impacto na autoestima do paciente. O diagnóstico preciso só é possível através do exame físico realizado pelo ortopedista e de radiografias panorâmicas, permitindo a mensuração do desvio. Quanto ao tratamento, o uso de colete em geral é reservado aos pacientes antes do pico de crescimento (meninas abaixo de 11 anos e meninos abaixo dos 13 anos) e com escoliose entre 25 e 40 graus. Também é preciso entender que a principal função do colete é evitar a progressão da escoliose através do uso diário acima de 20 horas. A cirurgia para escoliose (artrodese + osteotomia), é indicada para pacientes com escoliose acima de 45 graus e/ou deformidade importante do tórax. Enfim, apesar das orientações gerais aqui expostas, nada substitui o exame físico especializado, levando em conta as características individuais do paciente.
AUTOR
Dr. Túlio Rangel é formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas (UPE) em 2000 e Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Getúlio Vargas (Recife - PE) em 2004. Ele iniciou sua especialização em Cirurgia da Coluna Vertebral pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP em 2004/2005, foi estagiário em Cirurgia da Coluna Vertebral pela AACD (São Paulo - SP) em 2005 e foi FELLOW em Cirurgia da Coluna Vertebral pelo AOSpine Fellowship – Hospital Cajuru (PUC Curitiba - PR) em 2006/2007. Ainda, realizou o “AOSPINE Short-term Fellowship” no Orton Orthopaedic Hospital & Research, Helsinki (Finlândia) em 2008.