Doenças degenerativas
PUBLICADO EM 3.04.2018
O sedentarismo, atividades laborais que exigem longos períodos sentados, além da tendência genética, podem levar a um quadro de hérnia de disco lombar. Essa doença pode causar dores lombares irradiadas para a perna e o pé com sensação de dormência. Porém, com tratamento adequado, 85% dos casos apresentam resultados satisfatórios para o paciente.
Pessoas sedentárias, com atividades laborais que exigem longos períodos sentados, além da tendência genética, representam a grande maioria dos pacientes portadores de hérnia de disco lombar. O principal sintoma é a dor lombar irradiada para a perna e o pé com sensação de dormência, choque ou formigamento associado ou não à diminuição de força da perna/pé do mesmo lado. O tratamento conservador resulta em melhora em 85% dos casos e consiste de repouso, uso de medicações analgésicas e anti-inflamatórias, fisioterapia e acupuntura, entre outras medidas. Quanto ao controle da dor, podemos também citar a aplicação de corticoides/anestésicos diretamente sobre a raiz comprometida, como é o caso de bloqueios foraminais ou epidurais. A cirurgia para hérnia de disco (discectomia), tem como principais indicações a falha do tratamento conservador ou a piora progressiva das alterações neurológicas. Este procedimento pode ser realizado através da microdiscectomia aberta ou através da endoscopia e o resultado em geral é o retorno rápido às atividades profissionais.
AUTOR
Dr. Túlio Rangel é formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas (UPE) em 2000 e Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Getúlio Vargas (Recife - PE) em 2004. Ele iniciou sua especialização em Cirurgia da Coluna Vertebral pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP em 2004/2005, foi estagiário em Cirurgia da Coluna Vertebral pela AACD (São Paulo - SP) em 2005 e foi FELLOW em Cirurgia da Coluna Vertebral pelo AOSpine Fellowship – Hospital Cajuru (PUC Curitiba - PR) em 2006/2007. Ainda, realizou o “AOSPINE Short-term Fellowship” no Orton Orthopaedic Hospital & Research, Helsinki (Finlândia) em 2008.