Deformidades
PUBLICADO EM 8.08.2018
Representa uma das principais causas de dor lombar na infância e deve sempre ser lembrada no diagnóstico diferencial. A espondilolise corresponde a um defeito da pars articular (região no arco posterior vertebral) porém, sem desvio/ escorregamento entre as vértebras.
Quando este desvio está presente, passamos a denominar de espondilolistese e pode se apesentar desde casos assintomáticos até pacientes com deformidade importante associado a queixas neurológicas. Além do exame físico ortopédico que pode flagrar alterações no alinhamento lombar ou encurtamentos de membros inferiores, é essencial a avaliação neurológica pois sintomas de dormência ou fraqueza nas pernas podem estar presentes nos casos avançados. A realização de radiografias estáticas e dinâmicas associadas a ressonância magnética (nos casos de alterações neurológicas) permite uma avaliação completa da doença. A espondilolise e espondilositese de baixo grau (escorregamento abaixo de 50%) geralmente são de tratamento conservador com uso de analgésicos e fisioterapia para alongamento e fortalecimento lombar. Nos casos com escorregamento acima de 50 % geralmente são de tratamento cirúrgico, mesmo nos pacientes assintomáticos pelo risco de aumento do desvio durante o crescimento.
AUTOR
Dr. Túlio Rangel é formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas (UPE) em 2000 e Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Getúlio Vargas (Recife - PE) em 2004. Ele iniciou sua especialização em Cirurgia da Coluna Vertebral pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP em 2004/2005, foi estagiário em Cirurgia da Coluna Vertebral pela AACD (São Paulo - SP) em 2005 e foi FELLOW em Cirurgia da Coluna Vertebral pelo AOSpine Fellowship – Hospital Cajuru (PUC Curitiba - PR) em 2006/2007. Ainda, realizou o “AOSPINE Short-term Fellowship” no Orton Orthopaedic Hospital & Research, Helsinki (Finlândia) em 2008.