Traumas vertebrais
PUBLICADO EM 8.08.2018
Geralmente associada ao paciente politraumatizado vítima de acidente automobilístico, queda de altura ou mesmo trauma de menor intensidade, é a região mais frequentemente acometida.
Pode apresentar como mecanismos a distração exagerada, a rotação ou compressão, sendo esta última a mais comum. Fraturas graves do tipo explosão ou associada à luxação na região torácica, têm uma incidência mais elevada de traumatismo raqui-medular e paraplegia como consequência. Por outro lado, as fraturas na região lombar raramente causam lesão neurológica grave e a possibilidade de tratamento com colete é mais frequente. A realização de radiografias ainda na sala de emergência é o exame inicial indicado, enquanto a tomografia é indicada para os casos de dúvida no diagnóstico ou para detalhamento de fraturas com possibilidade de cirurgia. De forma geral, a indicação de cirurgia (artrodese com ou sem descompressão) fica reservada para os casos de instabilidade com possibilidade de deformidade ou lesões neurológicas associadas a presença de fragmentos no canal. Nos casos mais simples o uso de colete de Jewett por 8 a 12 semanas com revisões periódicas a cada 30 dias é a conduta indicada.
AUTOR
Dr. Túlio Rangel é formado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas (UPE) em 2000 e Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia pelo Hospital Getúlio Vargas (Recife - PE) em 2004. Ele iniciou sua especialização em Cirurgia da Coluna Vertebral pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - SP em 2004/2005, foi estagiário em Cirurgia da Coluna Vertebral pela AACD (São Paulo - SP) em 2005 e foi FELLOW em Cirurgia da Coluna Vertebral pelo AOSpine Fellowship – Hospital Cajuru (PUC Curitiba - PR) em 2006/2007. Ainda, realizou o “AOSPINE Short-term Fellowship” no Orton Orthopaedic Hospital & Research, Helsinki (Finlândia) em 2008.